Moscas vestidas de noite
zanzam sem asas
pelos interstícios da Piedade.
Parecem invisíveis;
Não zoam, não zombam...
Estão mudas.
Logo ali, do outro lado da noite
vagalumes transitam
sem suas lâmpadas,
enquanto a claridade
interrompe o olhar.
Cegos estão; cegos permanecem.
Os gritos da praça parecem surdos
diante dos raspões de vento
que rasgam o asfalto quente.
As madrugadas correm pelas valas
sem vírgulas sem pontos
enquanto os sonhos
divididos entre moscas e vagalumes,
vagam soltos,
desencaixados.
Sem luz.
Sem asas.
terça-feira, 2 de março de 2010
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
ESTRÉIA OFICIAL - 02 DE MARÇO
Caros leitores e leitoras,
Depois de um período de experimentação, finalmente, estrearemos o blog (Po)ética Precária. A estréia oficial será no dia 02 de março de 2010.
Desde já agradeço aos participantes que já se lançaram no desafio de desvendar os segredos dos insetos, e aguardo estes e os demais nessa nova fase da poesia precária, ok?
Se você ainda não entrou no jogo, confira o Poema Inaugural publicado na postagem anterior e começe já a participar.
Um feliz 2010 a todos e até o próximo desafio.
Magno Santana.
Poeta e Administrador do blog.
Depois de um período de experimentação, finalmente, estrearemos o blog (Po)ética Precária. A estréia oficial será no dia 02 de março de 2010.
Desde já agradeço aos participantes que já se lançaram no desafio de desvendar os segredos dos insetos, e aguardo estes e os demais nessa nova fase da poesia precária, ok?
Se você ainda não entrou no jogo, confira o Poema Inaugural publicado na postagem anterior e começe já a participar.
Um feliz 2010 a todos e até o próximo desafio.
Magno Santana.
Poeta e Administrador do blog.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Lixões, esgotos,
valas, canais
e microondas
(retro) alimentam anomalias...
O dia adoeceu
e a noite está em coma
a espera do fogo.
Moscas e vagalumes
(re)pousam em berço esplêndido;
- sonâmbulas impotências
embrulhadas em papel-agouro -
Entre o voar e o ver
brotam os versos.
Eles estão precários
e procuram
ansiosamente
uma cura para a
grandeza dos insetos.
(Poema inaugural)
valas, canais
e microondas
(retro) alimentam anomalias...
O dia adoeceu
e a noite está em coma
a espera do fogo.
Moscas e vagalumes
(re)pousam em berço esplêndido;
- sonâmbulas impotências
embrulhadas em papel-agouro -
Entre o voar e o ver
brotam os versos.
Eles estão precários
e procuram
ansiosamente
uma cura para a
grandeza dos insetos.
(Poema inaugural)
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